Democracia participativa VS Democracia por procedimento

Nossa democracia não é participativa de fato. É uma democracia por procedimento e representativa, em que candidatos não cumprem a agenda de quem estão representado assim que são eleitos.

Parabéns Ivan Canan pela brilhante e necessária entrevista genial com o professor Lúcio Lord.

“A democracia que vivemos é por procedimento. As pessoas são chamadas a legitimar um processo. Então elas vão depositar o voto, discutindo sempre o que a maioria está escolhendo. Mas a maioria escolher, não significa, de modo algum, que você tem a democracia. Porque a escolha da maioria pode ser, por outro lado, a opressão sobre as minorias. E uma opressão sobre as minorias é justamente o oposto sobre de uma democracia. Então você pode ter procedimentos participativos, limitados como as eleições, e de fato o que está por trás seja um atentado à democracia participativa.”

Até Rodrigo Janot, quem diria

Quando é a Democracia que está em risco, até aquele que historicamente sempre votou contra o PT, precisa se posicionar corretamente.

Rodrigo Janot on Twitter

Rodrigo Janot on Twitter

“Já fui chamado de petista e antipetista. Já fui psdebista e anti tbem. Houve muita especulação sobre meu interesse eleitoreiro na minha atuação profissional. Nada se comprovou. Agora, não posso deixar passar barato discurso de intolerância e etc. Por exclusão, voto em Hadad.”

Fonte: twitter.com/Rodrigo_Janot/status/1056332452711555073

Até os “states” contra o Bozo

Dezoito legisladores pedem que secretário de Estado americano, Mike Pompeo, condene o presidenciável do PSL por encorajar a violência política, mostrar falta de compromisso com a democracia e atacar minorias.

Até mesmo os legisladores norte americanos estão assustados com as recentes declarações totalitárias do Bolsonaro. Mas aqui, pelo jeito o fascínio pelo fascismo segue crescendo. E eu com aquela sensação de que vai dar merda…

Deputados democratas dos EUA fazem carta contra Bolsonaro | DW | 27.10.2018

Deputados democratas dos EUA fazem carta contra Bolsonaro | DW | 27.10.2018

Dezoito legisladores pedem que secretário de Estado americano, Mike Pompeo, condene o presidenciável do PSL por encorajar a violência política, mostrar falta de compromisso com a democracia e atacar minorias.

Fonte: www.dw.com/pt-br/deputados-democratas-dos-eua-fazem-carta-contra-bolsonaro/a-46062322

Carta aberta em apoio à Democracia

Há tempos estamos vivendo uma profunda crise nos poderes representados, não somente no Brasil, mas em vários países. O que vemos no mundo inteiro, é a chegada ao poder de líderes que defendem ideias que representam o retrocesso no diálogo e na deturpação dos valores do Evangelho. Assim tem sido nos Estados Unidos com Trump, na Argentina com Macri, na França com Macron, dentre outros. No Brasil, é crescente a difusão de falas autoritárias e até mesmo totalitárias, por um candidato que vem sistematicamente, desrespeitando os Direitos Humanos, com discursos que ferem a diversidade de nosso país, com exaltação à tortura e de seus praticantes em um período sombrio de nossa história, com extrema e pública desconsideração das conquistas sociais e trabalhistas, e com, um discurso inflamado de ódio contra os que ele julgam “diferentes”, e o mesmo se proclama como a única solução possível.

Para além desse discurso, esse candidato propõe ações “aventureiras”, baseadas em um plano de governo completamente pífio e sem embasamento, apoiando-se no crescente descrédito que o povo tem com a nossa classe política. Como exemplo podemos citar seu plano econômico, que consiste simplesmente de vender o patrimônio público para pagar a dívida, sem no entanto discorrer como irá proceder para combater o endividamento público. Além disso, o candidato por meio de seu assessor econômico, propõe um imposto de renda único para toda faixa de renda, independente se o contribuinte é trabalhador, grande empresário ou rentistas, o que é claramente um desastre do ponto de vista fiscal, visto que vai penalizar os que recebe menos e beneficiar os que têm muito.

A história tem mostrado que, por conta desse vazio de representatividade, abre-se o espaço para o fascismo e outras ideias reacionárias. Como defensores da paz e da justiça social e da democracia plural, entendemos que há uma candidatura que representa um grave perigo ao Estado Democrático de Direito, à economia e à educação da nação, visto que o seu discurso só exalta o ódio contra as minorias e também aos que pensam diferente, o que é totalmente contrário ao que ensinava o nosso mestre Jesus em Mateus 5:44 “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” Entretanto, ainda que o candidato se auto-declare cristão, filiado a um partido também cristão, suas ações e intenções são completamente contraditórias e incompatíveis aos princípios que regem a fé cristã. Esconde-se atrás da slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos” ao mesmo tempo em que faz, sem nenhum constrangimento, afirmações públicas como: “pau-de-arara funciona. Sou favorável à tortura, tu sabe disso. E o povo é favorável também”; “sou a favor, sim, a uma ditadura, a um regime de exceção”; “ele (um índio) deveria comer capim ali fora para manter as suas origens”; “não empregaria [homens e mulheres] com o mesmo salário”; “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriadores servem mais”; “Seria incapaz de amar um filho homossexual”.

Nós como parte de grupo de Presbiterianos Independentes, da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Sinop-MT, repudiamos toda forma de autoritarismo, fascismo e negação de Direitos Humanos. Que a paz de Deus e com a ajuda do Espírito Santo, enfatizamos nossos esforços para sempre afirmar e agir na direção do/a outro/a, respeitando as diferenças e rejeitando toda cultura de ódio, intolerância e discriminação.

Sinop, 25 de outubro de 2018
Assinam esta carta:

Adriana Lins Precioso
Ana Lúcia Ponciano Ribeiro
Anderson Cardoso Ribeiro
Caroline Mari de Oliveira Galina
Daniel Valim
Maria Helena Kanashiro Ogawa
Mario Perez
Rui Ogawa
Sandra Donato

Sobre a Democracia Corinthiana e as eleições

Sou corinthiano desde criança. Da minha família, sou o único. O que me atraiu no clube? Eu achava interessante aquela coisa da “massa”, de um time da multidão. Aos meus 10 anos de idade, eu assistia na TV jogadores da era do “Esquadrão mortal” como Biro Biro, Casagrande, Sócrates, Wladimir e Zenon.  Era uma equipe incrível. Me chamava a atenção também as comemorações de Sócrates, sempre com o punho cerrado. Mais tarde, vim a compreender o que era a Democracia Corinthiana e o amor ao clube se consolidava.

Nestas eleições de 2018, muitas torcidas organizadas de vários clubes se posicionaram em favor do candidato Fernando Haddad, num gesto em defesa da democracia. Claro, as torcidas do Timão também estavam lá. Tivemos também algumas declarações do Chico Malfitani, fundador da Gaviões da Fiel, a maior torcida organizada do Corinthians, sobre o assunto.

Então, caro torcedor, se você é corinthiano e não entendeu isso, você não entendeu nada.