A culpa de Paulo Freire

“Paulo Freire acabou com o nosso ensino”

Engraçado; ele não acabou com o da:

Austria – Instituto Paulo Freire
http://www.pfz.at/

Alemanha – Paulo Freire Kooperation, Oldenburg
http://www.freire.de/

Finlândia – Paulo Freire Center
http://www.kriittisetpedagogit.fi/

Holanda – Centro Paulo Freire, Vrije Universiteit Amsterdam
https://www.vu.nl/en/about-vu-amsterdam/faculties-and-institutes/cpf/index.aspx

Portugal – Instituto Paulo Freire
http://www.ipfp.pt

África do Sul – Paulo Freire Project, University of KwaZulu
http://cae.ukzn.ac.za/PauloFreireProject.aspx

Inglaterra – Freire Institute, University of Central Lancashire
http://www.freire.org/

Estados Unidos – Paulo Freire Democratic Project, Chapman University
https://www.chapman.edu/ces/research/centers-and-partnerships/paulo-freire/index.aspx

Canada – The Freire Project
http://www.freireproject.org/

Mas aqui no Brasil, onde tem escola sem água, sem internet, sem carteira, merenda precária, 20% dos professores só tem ensino médio, o salário inicial é 1/4 do salário de um médico ou engenheiro e o Alexandre Frota se reune com o ministro da educação…

… a culpa é do Paulo Freire.

Fonte: Mauricio de Mattos Salgado

Providências para minimizar os riscos em pesquisas

Recentemente eu tive um projeto de pesquisa aprovado e eu já sabia que teria que submetê-lo ao Comitê de Ética. Isso é necessário para toda pesquisa que lide com seres humanos. Apresar de ter encontrado um bom manual sobre a utilização da Plataforma Brasil, eu ainda estava com dúvidas sobre a tipificação de riscos. Felizmente o Comitê de Ética do IFSC produziu um tabela muito boa, que compartilho aqui.

Métodos de coleta de dados Riscos / Danos possíveis
Estudos com aplicação de questionários e entrevistas Invasão de privacidade;

Responder a questões sensíveis, tais como atos ilegais, violência, sexualidade;

Revitimizar e perder o autocontrole e a integridade ao revelar pensamentos e sentimentos nunca revelados;

Discriminação e estigmatização a partir do conteúdo revelado;

Divulgação de dados confidenciais (registrados no TCLE).

Tomar o tempo do sujeito ao responder ao questionário/entrevista.

Considerar riscos relacionados à divulgação de imagem, quando houver filmagens ou registros fotográficos.

Estudos de Rastreabilidade (screenings) / operacionais Identificar dados de alterações genéticas e ou condições de saúde sem tratamento definido –
angústia;Conflito de interesses x obrigatoriedade de divulgação às autoridades sanitárias de informações
sobre a saúde da população;Invasão de privacidade;Divulgação de dados confidenciais
Estudos com Dados Secundários Estigmatização – divulgação de informações quando houver acesso aos dados de identificação;

Invasão de privacidade;

Divulgação de dados confidenciais.

Risco a segurança dos prontuários.

Estudos com Observação
Participante/Grupo Focal
Estigmatização – divulgação de informações.

Invasão de privacidade.

Divulgação de dados confidenciais.

Interferência na vida e na rotina dos sujeitos.

Embaraço de interagir com estranhos, medo de repercussões eventuais.

Considerar riscos relacionados a divulgação de imagem, quando houver filmagens ou registros
fotográficos.

Ensaios clínicos/vacinas/ novos
medicamentos/novos procedimentos
Riscos físicos (efeitos colaterais, toxicidade, exposição acentuada a situações de desconforto
como exames invasivos, morte).Estigmatização – divulgação de informações.

Invasão de privacidade.

Divulgação de dados confidenciais.

Interferência na vida e na rotina dos sujeitos.

Conflito de interesse patrocinador x pesquisa x participante da pesquisa.

Duplo padrão.

Coerção para participar da pesquisa.

Estudos com Material biológico Uso da amostra para novas pesquisas sem a autorização do sujeito;

Estigmatização a partir da divulgação dos resultados;

Descarte inadequado do material (deve seguir as normas da ANVISA e ser informado no TCLE);

Invasão de privacidade.

Divulgação de dados confidenciais.

Exemplos de Medidas, providências e cautelas que podem ser adotas frente aos riscos / danos.

  • Garantir o acesso aos resultados individuais e coletivos.
  • Minimizar desconfortos, garantindo local reservado e liberdade para não responder questões constrangedoras.
  • Garantir que os pesquisadores sejam habilitados ao método de coleta dos dados (muito importante para grupo focal e entrevista).
  • Estar atento aos sinais verbais e não verbais de desconforto.
  • Limitar o acesso aos prontuários apenas pelo tempo, quantidade e qualidade das informações específicas para a pesquisa.
  • Garantir a não violação e a integridade dos documentos (danos físicos, cópias, rasuras).
  • Assegurar a confidencialidade e a privacidade, a proteção da imagem e a não estigmatização, garantindo a não utilização das informações em prejuízo das pessoas e/ou das comunidades, inclusive em termos de auto-estima, de
    prestígio e/ou econômico – financeiro.
  • Evitar o uso de placebo.
  • O patrocinador e a instituição devem assumir a responsabilidade de dar assistência integral às complicações e danos decorrentes dos riscos previstos.
  • Não permitir duplo padrão.
  • Garantir o acesso da população do estudo a nova tecnologia/ medicamento/ ou terapêutica que está sendo testada.
  • Garantir que o estudo será suspenso imediatamente ao perceber algum risco ou dano à saúde do sujeito participante da pesquisa, consequente à mesma, não previsto no termo de consentimento.
  • Garantir que tão logo constatada a superioridade de um método em estudo sobre outro, o projeto deverá ser suspenso, oferecendo-se a todos os sujeitos os benefícios do melhor regime.
  • Garantir que os sujeitos da pesquisa que vierem a sofrer qualquer tipo de dano previsto ou não no termo de consentimento e resultante de sua participação, além do direito à assistência integral, têm direito à indenização.
  • Garantir a divulgação pública dos resultados, a menos que se trate de caso de obtenção de patenteamento; neste caso, os resultados devem se tornar públicos, tão logo se encerre a etapa de patenteamento.
  • Garantir que sempre serão respeitados os valores culturais, sociais, morais, religiosos e éticos, bem como os hábitos e costumes quando as pesquisas envolverem comunidades.
  • Garantir que as pesquisas em comunidades, sempre que possível, traduzir-se-ão em benefícios cujos efeitos continuem a se fazer sentir após sua conclusão.
  • Assegurar a inexistência de conflito de interesses entre o pesquisador e os sujeitos da pesquisa ou patrocinador do projeto.
  • Assumir o compromisso de comunicar às autoridades sanitárias os resultados da pesquisa, sempre que os mesmos puderem contribuir para a melhoria das condições de saúde da coletividade, preservando, porém, a imagem e
    assegurando que os sujeitos da pesquisa não sejam estigmatizados ou percam a autoestima.
  • Garantir que o material biológico e os dados obtidos na pesquisa serão utilizados exclusivamente para a finalidade prevista no seu protocolo e conforme acordado no TCLE.

Manual de defesa para docentes

Como se defender?

A Constituição Federal assegura ao educador o direito a liberdade de cátedra, que se resume em sua liberdade de atuação em sala de aula. Portanto, qualquer lei que viole esse direito se torna inconstitucional e portanto não passível de promulgação pelo presidente da República. O art. 205 da CF assegura a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. O mesmo princípio é reforçado no terceiro artigo da Lei de N 9.394 – de Diretrizes e Bases Nacional. Portanto, os professores que se sentirem constrangidos, censurados em sala de aula, podem e devem fazer o uso da legislação existente sobre o assunto para salvaguardar seu direito à liberdade de cátedra. De modo que devem buscar ajuda jurídica e proteger seus direitos.

A liberdade de Cátedra – ou de ensino – surge no nível constitucional na carta magna de 1934 em seu artigo 155. Posteriormente, na CF de 1946, em seu artigo 168. Reafirmado pela constituição de 1988 – conhecida como a constituição cidadã, o docente tem plena autonomia para escolher os métodos didáticos que respeitem a pluralidade de idéias e a não-discriminação.

O que fazer se a sua sala de aula for invadida?:

  1. Exigir a presença de testemunhas, como a diretora, coordenadora pedagógica e outros docentes da escola. Não saia da sala de aula, para isso basta pedir para um ou dois alunos chamar a presença deles. Sempre estar munido com o número do sindicato e/ou de um advogado.
  2. A entrada de terceiros só pode ocorrer com a autorização prévia do professor, ninguém pode invadir a sala de aula. Se aparecer alguém não convidado simplesmente feche a porta. Caso o invasor force a entrada, disque 190 e acione a polícia. Peça a presença de uma ronda escolar.
  3. Caso alguém grave vídeos na sala de aula, o docente pode entrar com processo por difamação, calúnia e uso indevido de imagem. A pena para o crime de difamação é de detenção, de três meses a um ano, e multa.
  4. Em caso de ofensas e ameaças diante de alunos, peça para registrarem o episódio, reúna duas testemunhas e acione o advogado do seu sindicato.
  5. Ninguém pode entrar no local de trabalho do professor de modo a constrangê-lo ou censurá-lo. Isso configura ameaça e assédio ao servidor público. O que também é passível de pena.
  6. O que fazer se publicarem um vídeo te difamando, com uma suposta “denúncia” de doutrinação em sala de aula ?
  • Peça ajuda jurídica ao seu sindicato para denunciar as postagens em redes sociais (Facebook, Youtube e Google tem botões e formulários para denunciar postagens indevidas)
  • Reunir um grupo de professores que também foram difamados e/ou ameaçados e entre com um processo coletivo pedindo indenização por danos morais.
  • Envie cartas registradas para a sede do Google e do Facebook, explicando o ocorrido e solicite a retirada do conteúdo do Sr.
  • Procure veículos de mídia livre e alternativa como a Agência Pressenza, o QuatroV, Outras Palavras, Agência Ponte e Justificando, para dar sua versão do que ocorreu, pois os veículos de mídia tradicional geralmente distorcem e manipulam os fatos.

Os professores não estão desamparados pela lei com relação a posturas fascistas que certos indivíduos podem tomar. Sua liberdade é assegurada em nível constitucional. Ao se depararem com situações onde sua liberdade está ameaçada, tem como recurso a legislação vigente para sua defesa.

Via Tiago Oliveira

Oi, onde estamos? UnB em 1964?

Pra quem estudou o mínimo da história do Brasil da década de 1960, sabe o quanto essas batidas policiais em universidades representam de risco à nossa democracia. Em 29 de agosto de 1964 a UnB era invadida por militares colocando em xeque um projeto inovador de ensino. Por mais surreal que pareça, corremos o mesmo risco agora.

Batida policial em universidades acirra tensão pré-eleição | DW | 26.10.2018

Batida policial em universidades acirra tensão pré-eleição | DW | 26.10.2018

Agentes do Estado fazem operações polêmicas em pelo menos 27 universidades do país em busca de suposto material de campanha eleitoral, em ação denunciada como arbitrária por professores, estudantes e a OAB.

Fonte: bit.ly/2yzR64g

O lado bom em saber quem não está ao seu lado

Eu ainda penso que, embora triste, há o lado bom em tudo isso. Eu prefiro saber exatamente quem diz amar e quem efetivamente ama. Prefiro saber quem estudou em universidade pública e que agora vota em candidato que defende que ela seja cobrada. Quem fez graduação, mestrado e doutorado e leciona em Universidades que foram criadas pelo PT e agora apoia candidato que diz que petistas serão expulsos do país.

Prefiro saber quem são os que têm filhos no Instituto Federal, criado pelo PT, onde sou professor, mas apoiam a ideia de ter EaD no ensino fundamental. Prefiro saber quem são os que concordam: que quilombolas não servem nem pra procriar, que gays devem ser eliminados, que pobres devem ser esterilizados, que mulheres devem ganhar menos.

Eu prefiro saber de toda a verdade que estava entalada em forma de ódio no íntimo daqueles que se dizem defensores da moral, dos bons costumes, da família. Eu prefiro mesmo não ter nem contato com eles…

Topologia de rede usando Draw.io

Trabalhar em sala de forma colaborativa é uma das melhores formas para motivar os alunos. Essa turma do 3º semestre está cursando a disciplina de Segurança da Informação e tiveram como desafio analisar a situação atual, propor uma nova topologia e implementar uma solução de firewall. Usamos o Draw.io para os desenhos.

 

New photo by Rui Ogawa / Google Photos
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Anotar é uma ótima tática para aprender melhor

Comprovadamente aumenta o poder de cognição. Quem já teve aulas comigo sabe do que estou falando. Quando a gente anota, a atenção é muito maior. Além disso, passamos por processos repetidos, que ajudam a fixar o conteúdo: temos que ler a primeira vez na lousa, ou ouvir o que o professor nos diz; depois temos que escrever e, ao fazê-lo, lemos novamente.

Fazer anotações durante a aula é uma das melhores técnicas de estudo | Dicas de estudo

Fazer anotações durante a aula é uma das melhores técnicas de estudo | Dicas de estudo

Blog

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/blog/dicas-estudo/fazer-anotacoes-durante-a-aula-e-uma-das-melhores-tecnicas-de-estudo/

Não é normal sofrer para estudar

Dentro da temática de assistência estudantil, há muitas vezes, a pressão exagerada no ambiente de estudo. As imagens fazem parte de uma campanha de “humanização” do estudo. Essa é uma excelente campanha do Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, promovida para ANPG.

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Barbies cientistas

A boneca Barbie sempre foi estereotipada como branca, alta, magra, rica e “do lar”. Entretanto, embora muitas meninas têm talento para carreiras nas ciências, o (des)incentivo que a maioria dos brinquedos gera tem sido inegável. Fico feliz quando vejo iniciativas como essa.

‘Barbie engenheira robótica’ quer incentivar meninas a programar

‘Barbie engenheira robótica’ quer incentivar meninas a programar

Boneca foi criada em parceira com plataforma de jogos e organização e vem acompanhada de lições de lógica e resolução de problemas

Fonte: revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/06/barbie-engenheira-robotica-quer-incentivar-meninas-programar.html