Técnicas e táticas para um melhor aprendizado

 

Estou lendo o livro ‘Use a cabeça – Rails’. Essa série é sobre vários temas da área da computação, sempre com uma abordagem bem ilustrada, bem humorada e conversacional. Penso que as técnicas que eles adotam podem e devem ser utilizadas por nós, professores. Adaptei a seguir o que eles propõem, para uso em sala de aula.

  1. Utilize figuras, pois nosso cérebro está sintonizado para prestar atenção em coisas visuais, não textuais. Até onde o nosso cérebro sabe, uma figura vale mais que mil palavras. Quanto texto e figuras trabalham juntos, procure embutir o texto dentro das figuras, porque o nosso cérebro funciona de forma mais efetiva quando o texto está dentro da imagem a que ele se refere, ao invés de estar em um título ou enfiado em algum lugar do texto.
  2. Utilize redundância, dizendo a mesma coisa de formas diferentes, com tipos diferentes e em sentidos múltiplos. Assim, aumentamos a chance de que o conteúdo fique armazenado em mais de uma área do cérebro.
  3. Utilize conceitos e figuras de uma forma inesperada, pois o cérebro gosta de novidades.
  4. Utilize figuras e ideias com algum apelo emocional, pois o cérebro está apto a dar atenção à bioquímica das emoções, fazendo com que sintamos que algo é mais fácil de ser lembrado se houver um sentimento de humor, surpresa ou interesse, ligado ao assunto.
  5. Use um estilo conversacional personalizado, pois nosso cérebro está preparado para prestar mais atenção quando acreditamos que fazemos parte da conversa, do que se estivéssemos ouvindo uma apresentação de modo passivo. Nós fazemos isso inclusive quando estamos lendo.
  6. Inclua atividades, pois nosso cérebro está apto para aprender e lembrar mais quando você faz outras coisas além de apenas ler. Faça com que os exercícios sejam instigantes e práticos, pois as pessoas preferem assim.
  7. Faça uso de estilos múltiplos de aprendizagem, pois enquanto algumas pessoas preferem procedimentos passo a passo, outras podem preferir compreender o sentido das figuras primeiro e outras, verem os exemplos. Entretanto, independente do estilo de aprendizado adotado, todos se beneficiam ao ver o mesmo conteúdo de diversas formas.
  8. Inclua conteúdo para ambos os lados do cérebro. Quanto mais atiçamos nosso cérebro, mais poderemos aprender e lembrar, mantendo o foco. Trabalhar um lado do cérebro significa deixar o outro lado descansar, resultando em mais produtividade quando se estuda por longos períodos.
  9. Leve estórias e exercícios que forneçam mais que um ponto de vista, pois o cérebro fica mais atento quando é forçado a avaliar e julgar.
  10. Inclua desafios com exercícios e perguntas que nem sempre têm uma resposta direta. Nosso cérebro aprende e lembra melhor quando ele tem que trabalhar em algo. Pense sobre o seguinte — você não fica em forma apenas vendo as pessoas na academia. Garanta que, ao trabalhar duro, que seja nas coisas certas, para que os neurônios de seus alunos não pecam tempo processando um exemplo de difícil entendimento, ou de difícil análise, cheia de jargões técnicos ou excessivamente textual.
  11. Utilize pessoas nas estórias, nos exemplos, nas figuras etc. Bem, faça isso porque, afinal de contas, somos pessoas. Nosso cérebro presta mais atenção em pessoas do que em coisas.

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