Fiz a postagem sobre o 1º dia do encontro há um mês. Tava na hora de retomar né… Seguindo então o combinado, vamos lá!
Segundo dia, 28 – quarta-feira
1 – InVesalius: Oficina
Essa foi uma das oficinas que mais me impressionou. Primeiro porque o InVesalius é um software feito em Python e C++ por apenas três pessoas. Segundo porque é 100% brasileiro, desenvolvido no CTI Renato Archer. E terceiro porque ele é leve, fácil de instalar e usar e possui versões para Windows, Linux e em breve para MacOS.
O conceito básico consiste em construir imagens em 3D a partir de imagens 2D, chamadas de imagens DICOM, obtidas de tomografias computadorizadas ou de ressonâncias magnéticas. Recursos como visualização de fatias, endoscopia virtual e exportação do modelo 3D para prototipagem rápida são só alguns dos recursos. A utilização pode ser feita tanto por hospitais em todas as áreas como também em clínicas de radiologia, ortopedia, pronto-atendimentos e até mesmo na medicina forense. É nessa última área inclusive, que o governo do Canadá está utilizando o sistema.
Em breve deverá ser lançada a versão 3 do programa, com mais recursos e menus mais organizados.
2 – i3Geo – Conhecendo na prática: apresentação
O i3Geo foi o primeiro software de geoprocessamento a integrar o Portal do Software Público Brasileiro. Ele teve início com o projeto SIGAM – Sistema Integrado de Gestão Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente. A partir disso, o Mapa Interativo foi licenciado sob GPL e deu início ao i3Geo.
O i3Geo sozinho não é um software. Ele é um conjunto de outros softwares livres, tendo como base o MapServer, que visa “disponibilizar dados geográficos e ferramentas para navegação, geração de análises, compartilhamento e criação de mapas sob demanda”, como consta no portal.
Dentre as principais características, posso citar o suporte a temas através do WMS, integração ao GoogleMaps, GoogleEarth, Wikipedia, Flickr e Panoramio.
Algo que é importante salientar, é que o i3Geo NÃO é um banco de dados de imagens. Sua função é DISPONIBILIZAR os dados que você já tenha, desde que bem organizados, para o usuário final. Portanto, sua base cartográfica deve ser de boa qualidade e bem organizada.
Para uma fácil customização, é possível alterar o layout apenas por alguns arquivos php e css.
Você pode acessar o i3Geo instalado no MMA em http://mapas.mma.gov.br/i3geo.
3 – Ginga – Introdução à TV Digital: apresentação
O Ginga é o middleware feito totalmente no Brasil com a linguagem NCL, sendo LUA sua linguagem base de script. É ele que permitirá desenvolver as aplicações interativas para o Sistema Brasileiro de TV Digital. Seu desenvolvimento é liderado pela PUC-Rio e pela Universidade Federal da Paraíba.
Foram citados os principais problemas na transmissão analógica, como alternância de canais, fantasma e outros e como a TV digital vai eliminar totalmente esses problemas.
As possibilidades para aplicação da TV digital são enormes, indo desde e-commerce pela TV até a sua utilização como ferramenta EaD. Se você tem interesse no assunto, sugiro se cadastrar na comunidade Ginga, no Portal do Software Público.
4 – SGA Livre – Sistema de Atendimento Dataprev: apresentação
Atendendo uma demanda da própria Dataprev, esta começou a desenvolver o SGA Livre para ser sua solução de gerenciamento de filas e atendimento a partir do software Phila, especializado nas características do INSS. Anteriormente era utilizado o Q-Matic, mas este demonstrou ser caro e sem oferecer a possibilidade de customização por ser proprietário.
Customização é um dos pontos fortes do SGA-Livre. Escrito em Java (painel de atendimento), PHP e PostgreSQL, ele permite atender todos os tamanhos de instituições, localizadas num mesmo ambiente ou geograficamente descentralizadas. Tudo é feito de forma centralizada, onde o gestor tem o controle preciso de informações como tempo de espera, tamanho da fila, entre outras informaçãoes. Na verdade, como consta na página da comunidade, “o SGA é mais do que um sistema de controle de filas. Ao gerenciar o fluxo de atendimento, o sistema apresenta uma série de recursos que auxiliam na gerência e administração das unidades de atendimento”.
Um ponto forte do sistema que realmente impressionou a todos é sua instalação. Bastaram alguns cliques e o sistema já estava pronto. Tudo no melhor estilo NNF (next, next, finish).
Sugiro a adoção do SGA-Livre para qualquer órgão que necessite centralizar os dados de atendimento e gerar relatórios e outras informações gerenciais que possibilitem obter estatísticas para que então os gestores possam otimizar e agilizar o atendimento.
Em breve vou postar sobre o 3º dia. Até mais!