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Adobe abandona Flash para Linux

Tradução livre de http://www.omgubuntu.co.uk/2012/02/adobe-adandons-flash-on-linux/

A Adobe não vai mais oferecer novas versões do Flash Player para Linux após a versão 11.2, anunciou hoje a companhia.
O Google, ao contrário, assumirá a execução do Flash Player através de um novo plugin de uma API chamada “Pepper”.A combinação significa que os usuários Linux usando o navegador do Google Chrome ainda serão capazes de se beneficiar dos novos recursos do Flash Player e suas melhorias. O Google espera começar a entregar a nova versão do Flash Player baseada no “Pepper”  para o  Google Chrome no final deste ano.Em sua curta declaração, a Adobe escreve

“Para as versões do Flash Player após a 11,2, o plugin do Flash Player  para os navegadores para Linux estará disponível apenas através da API ”Pepper” como parte da distribuição do navegador Google Chrome e deixará de estar disponível como um download direto da Adobe.”

A Adobe não está abandonando completamente o barco. As atualizações de segurança para Flash Player 11,2 continuarão a ser fornecidas por cinco anos após seu lançamento.
Apimentado com ressalvas

Ainda que pareça tudo muito bem ao promover a API ”Pepper”, há uma ressalva evidente: o único navegador a usá-lo (no momento) é o Google Chrome.

Mozilla, a empresa por trás do Firefox, planeja adicionar a tecnologia para seu próprio navegador, e é improvável obter favores de outros browsers menores que não possuem os recursos de desenvolvimento para integrar o recurso.

Apesar do fato de que o “Pepper” será entregue em builds do Google Chrome para Windows e OS X a Adobe vai continuar a distribuir versões novas e melhoradas do Flash Player para essas duas plataformas na forma tradicional.

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Remastersys no LMDE

Tenho utilizado o Linux Mint Debian Edition (LMDE) há um bom tempo e estou satifeitíssimo com a estabilidade, desempenho e usabilidade. Tanto que estamos adotando-o como distro padrão no meu trabalho também. O fato dele ser um “rolling distro” baseada no Debian Testing foi o que mais pesou na decisão, afinal basta agora instalar uma única vez e ir atualizando.

Pois bem, peguei um computador para instalar todos os pacotes que vamos utilizar, baixar e instalar as atualizações e fazer as customizações necessárias. Depois seria só instalar o Remastersys e gerar uma nova imagem ISO, com tudo já atualizado e instalar nos demais computadores.

O que eu não sabia é que os repositórios para Debian do Remastersys são para Lenny ou Squeeze. Não existe repositório para Wheezy… Ao adicionar qualquer um desses dois e tentar instalar o Remastersys, ocorrem uma série de erros relativos aos pacotes live-config, live-boot, live-config-sysvinit e live-boot-initramfs-tools.

Depois muito garimpar na net atrás de resoluções para esse problema, encontrei esta thread falando sobre o assunto e informando os procedimentos.  O segredo é adicionar o repositório Stable, instalar e congelar esses quatro pacotes nessa versão antes de instalar o Remastersys.

O procedimento tanto pode ser feito no terminal quanto no Synaptic. Por questões de pressa, escolhi a segunda opção.

Abra o Synaptic, vá em [Configuração] > [Repositórios]. Clique na segunda aba [Other Software] e depois no botão [Adicionar].

01

Na pequena janela que surgir, insira a linha abaixo e clique em [Adicionar fonte].

deb http://ftp.br.debian.org/debian squeeze main contrib non-free

Adicione também o repositório para Debian Squeeze do Remastersys e em seguida feche a janela.

deb http://www.geekconnection.org/remastersys/repository squeeze/

02

Use a ferramenta de busca do Synaptic e procure, um por vez, pelos pacotes citados anteriormente. Para cada um que encontrar, efetue o seguinte procedimento:

Selecione o pacote no painel esquerdo do Synaptic, vá em [Pacote] > [Forçar versão] e na janela que aparecer, selecione a versão Stable.

03

Depois de instalá-los, faça a mesma busca novamente e congele-os nessa versão. Para isso basta selecionar o pacote, ir em [Pacote] > [Trancar versão]. Faça isso para cada um dos quatro pacotes.

Agora sim, podemos instalar o Remastersys normalmente pelo Synaptic ou pelo aptitude / apt-get.

 

 

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O Software é Livre, o trabalho não…

Você é médico? Alguém já te parou na rua, no supermercado, no corredor do seu trampo, dizendo assim…

- Sabe, to com uma dorzinha aqui. Começou do nada, aí veio pelo pescoço, se alastrou pelos ombros… Será que você podia dar uma olhadinha?

E você, caro advogado… Com certeza já te abordaram né?

- Olha, o lance é que o cara prometeu que ia pagar, mas não assinou nada. Mas eu to no direito né? Você poderia fazer um favorzinho?

E você, caro mecânico. Sai do cinema com a família e aquele camarada te aborda, gentilmente…

- Puts cara! Não tá pegando nem a pau! Velho, você sabe que só você mexe no meu carro né. Tem como dar uma mexidinha aí?

O legal é que tudo no diminutivo. Olhadinha, favorzinho, mexidinha…

Gente, na boa… o cara estudou, pagou caro (ou não, e isso não interessa) e essa é a sua profissão. Acredite, ele também tenta levar uma vida normal, sem ter que ficar pensando ou sendo forçado a pensar nas coisas do seu ofício quando não está na execução do mesmo.

Eu sou um profissional de TIC. Não é tic nervoso, ok? É Tecnologia da Informação e Comunicação. Chique? Não, é uma necessidade, é o que sei fazer e é o que gosto de fazer.

Mas saber fazer e gostar de fazer NÃO significa que eu faço de graça. Muito menos na rua, no mercado, na sala de espera do dentista e por aí vai…

Abandonei o curso de matemática na Unemat em 2004 (gratuito) para cursar Redes de Computadores (pago) na Unic. No meu caso, paguei caro SIM. Além disso soma-se as certificações, os cursos, congressos. Todos sabem que eu prego o livre conhecimento, mas por favor, não confundam LIVRE com GRATUITO.

Quando me refiro a livre, faço menção à liberdade, ao conhecimento aberto. Assistir o é gratuito, mas você considera isso conhecimento?

Além dos cursos que fiz, de onde vem meu conhecimento? De muita pesquisa e leitura! A Tecnologia da Informação é dinâmica, tanto que seu ciclo de defasagem é de cerca de 18 meses. Tem que ler muito mesmo…

- Ah Rui, mas você usa Software Livre e eu sei que você não paga por ele. Pago sim! Energia elétrica + Link de Internet + Provedor + Valor do meu notebook + CD-R + paciência para entender como tudo isso funciona.

Não tá afim de pagar? Entra no Google e se vira então… E agradeça por existir o Google! Quando comecei, não haviam mecanismos de indexação. A Intenet era o caos. Usávamos (com muito orgulho!) o navegador Netscape. Timidamente o Yahoo surgiu, depois Lycos, Altavista… A informação existia, mas procurá-la, organizá-la e digeri-la era terrível!

Para os saudosistas, olhem como eram algumas páginas no passado…

  • Yahoo em outubro de 1996
  • Lycos em outubro de 1996
  • Altavista em outubro de 1996
  • Google em novembro de 1998 – era um protótipo

Há um bom tempo que parei de fornecer suporte para o sistema? das janelas. O motivo é simples: é impossível fazer um bom serviço e dar garantias sobre um produto nem um pouco confiável. Eu tenho certeza absoluta que cedo ou tarde vai dar pau e o cara vai por a culpa em mim. Então, além de parar de usar drogas, não ofereço pra mais ninguém.

Aí começaram a aparecer pessoas interessadas em experimentar o Linux.

- Rui, instala o Linux pra mim? Claro, custa “tanto”.

- Ah, mas eu só queria testar! Ok, baixe um LIVE CD, grave e experimente!

Instalar e configurar finamente um SISTEMA OPERACIONAL LINUX é uma arte. Recentemente minha esposa encontrou o professor Fiorelo e este lhe disse que desde que eu instalei Linux pra ele, não precisou mais chamar o técnico. Detalhe, o técnico era eu.

Perdi um cliente? Claro que não! Eu o fidelizei, tenho certeza disso. Sempre que necessitar, solicitará meus préstimos. Da mesma forma cito o caso do professor Neto, que tem enormes dificuldades visuais, e o Linux está instalado tanto em seu desktop como no notebook. Faz mais de 3 anos que ele só usa Linux e está satisfeitíssimo!

O problema em nossa sociedade é a cultura do descartável. Não só de produtos, mas infelizmente de serviços. Pra que qualidade se posso fazer meia boca pra que ele chame novamente? Não fui criado assim. Cresci vendo meus pais, tios e avós priorizando a qualidade, mesmo que a um preço elevado. Vale a pena.

Tá, mas então porque me envolvo em projeto baseados no voluntariado, sem ganhar nada pra isso? Ganho sim! Experiência, conhecimento, divulgação, networking…

Acontece que o modelo de negócio do Software Livre não é o produto, é o serviço. Ou pode até ser o produto + serviço. Exemplo? Red Hat. Mesmo essa empresa compreende que o modelo de desenvolvimento distribuído e colaborativo é infinitamente superior ao modelo fechado. Tanto que ela apoia o projeto Fedora.

Quer entender melhor isso? Você pode pegar uma garrafa vazia, sair procurando uma mina d’água, enchê-la e voltar pra casa. De graça! Ou você pode ir no supermercado ao lado da sua casa e comprar água mineral. Pegou né?

Vamos analisar um cenário futuro e consequente. No dia 09/04/2011 Sinop será uma das sedes do FLISOL2011 – Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre. Pessoas virão com seus notebooks, desktops e terão Software Livre instalados em seus computadores. De graça! Quanto vamos ganhar com isso? Muitas experiências, fortalecimento do networking, e troca de conhecimento.

Mas esse será um evento voltado à popularização do Software Livre. É o “empurrão” que você precisava para começar a usar, sem ter medo de detonar sua máquina. Afinal, haverá uma legião de nerds dispostos a te ajudar. Mas lembre-se, será naquele dia.

Se você quiser ou necessitar de suporte adicional após o evento, há duas opções:

  1. Cadastre-se nas listas e fóruns de discussões – é gratuito, geralmente tem gente disposta a ajudar e a atmosfera é agradável. Mas lembre-se, ninguém lá terá a obrigação de te responder, pois não estão recebendo nada para isso. Portanto, seja educado.
  2. Pague pelo suporte – há várias pessoas que usam e dominam Software Livre e estão disposto a te ajudar mediante pagamento. É um modelo de negócio justo e não muito diferente do praticado pelos usuário de software fechado. Ou você nunca chama “o cara da informática” e paga pra ele dar um geral no seu PC que pegou vírus?

Bem, pra finalizar quero dizer que eu sou uma dessas pessoas. Dos dois tipos. As vezes ajudo nas listas e fórums, as vezes cobro por um suporte personalizado.

Então, se você me parar e perguntar na rua ou durante o meu trabalho (o que é pior) como que faz pro seu vídeo funcionar redondo no Linux, provavelmente vou sugerir que procure no Google. Agora, se me perguntar se posso prestar um serviço e resolver o seu problemas, direi que SIM e combinaremos data, horário e valor. E como dizem, o combinado não é caro.

Em tempo: Sobre perguntas durante o trabalho, isso daria outro post, mas vamos resumir. Sou funcionário público estadual, o que significa que são os impostos de cada cidadão matogrossense que pagam meu salário. E isso inclui você. Mas isso não lhe dá o direito de me importunar durante minha jornada de trabalho, querendo que eu resolva o seu problema e de graça…

Antes que comecem a me bater, não sou antipático. Sou sucinto…

 

Abraços galera!!

 

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Xen com multi bridge e LVM

O propósito

Aqui demonstro como subir um ambiente virtualizado com Xen, utilizando um servidor com quatro interfaces de rede, sendo que cada interface estará conectada a cada máquina virtual. Essa abordagem garante maior segurança e desempenho. Além disso, as máquinas virtuais serão criadas em volumes virtuais, que podem ser redimensionados de acordo com a necessidade.

O hardware

Este é o servidor da universidade onde trabalho. Obviamente que as suas configurações podem ser diferentes. Não abordarei aqui a configuração de setup nem da RAID.

  • Dell PowerEdge 2900
  • 2 x Xeon E5410 2.33Ghz QuadCore 6MB Cache L2
  • 4GB RAM DDR2 FB-DIMM 667Mhz (2 x 2GB)
  • 1 dual Ethernet Broadcom NetXtreme II BCM5708 Gigabit Ethernet (onboard)
  • 1 dual Ethernet Intel 82571EB Gigabit Ethernet
  • 2 HD Dell SAS 73 GB 15K RPM em RAID1
  • 2 Fontes redundantes 930W

(mais…)

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1º Encontro do SPB – 3º dia

A falta de tempo está comprometendo minhas postagens sobre o encontro, mas depois de mais de um mês do post do 2º dia, vamos rever as coisas das quais participei.

Terceiro dia, 29 – quinta-feira

1 – Webintegrator: Oficina

A primeira coisa importante a se dizer sobre o o WebIntegrator é que ele não é um e não se propõe a ser um editor Java. Se você quiser um editor, use o Eclipse ou Netbeans.

O WebIntegrator é um RAD (Rapid Application Development), portanto sua intenção é facilitar a criação rápida de aplicativos Java, reduzindo a curva de aprendizado e do tempo de produção.

Instalá-lo é muito fácil. Basta ter o JDK e o Tomcat ouvindo na porta 8080. Faça download do pacote aqui, depois descompacte o arquivo wi3.war no diretório webapps do Tomcat.

Não sou programador, mas achei tudo muito rápido, fácil e prático. Fica a dica para você que quer acelerar o desenvolvimento dos seus aplicativos.

2 – SGD – Sistema de Gestão de Demandas: Oficina

Essa oficina infelizmente foi prejudicada por causa da infra de rede no local. Basicamente a proposta do SGD é transformar as demandas dos setores de uma instituição em projetos que possam ser executados. Inicialmente idealizado para atender as demandas de TI, ele pode ser adaptado para qualquer tipo de atividade.

3 – Ginga: Oficina

Essa foi uma das oficinas que mais curti. Pra quem não sabe ainda, o Ginga é middleware do Sistema Brasileiro de TV Digital, desenvolvido conjuntamente pela PUC-Rio e pela UFPB. Através das linguagens Ginga-NCL ou Ginga-J (Java) é possível criar conteúdos interativos para a programação, como enquetes, jogos e promoções.

Como a oficina foi baseada no Ginga-NCL, aí vão os links de uma máquina virtual e um Live-CD para que você possa testar.

Em breve vou postar sobre o último dia, que foi totalmente sobre BrOffice.org. Até mais!

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1º Encontro do SPB – 2º dia

Fiz a postagem sobre o 1º dia do encontro há um mês. Tava na hora de retomar né… Seguindo então o combinado, vamos lá!

Segundo dia, 28 – quarta-feira

1 – InVesalius: Oficina

Essa foi uma das oficinas que mais me impressionou. Primeiro porque o InVesalius é um software feito em Python e C++ por apenas três pessoas. Segundo porque é 100% brasileiro, desenvolvido no CTI Renato Archer. E terceiro porque ele é leve, fácil de instalar e usar e possui versões para Windows, Linux e em breve para MacOS.

O conceito básico consiste em construir imagens em 3D a partir de imagens 2D, chamadas de imagens DICOM, obtidas de tomografias computadorizadas ou de ressonâncias magnéticas.  Recursos como visualização de fatias, endoscopia virtual e exportação do modelo 3D para prototipagem rápida são só alguns dos recursos. A utilização pode ser feita tanto por hospitais em todas as áreas como também em clínicas de radiologia, ortopedia, pronto-atendimentos e até mesmo na medicina forense. É nessa última área inclusive, que o governo do Canadá está utilizando o sistema.

Em breve deverá ser lançada a versão 3 do programa, com mais recursos e menus mais organizados.

2 – i3Geo – Conhecendo na prática: apresentação

O i3Geo foi o primeiro software de geoprocessamento a integrar o Portal do Software Público Brasileiro. Ele teve início com o projeto SIGAM – Sistema Integrado de Gestão Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente. A partir disso, o Mapa Interativo foi licenciado sob GPL e deu início ao i3Geo.

O i3Geo sozinho não é um software. Ele é um conjunto de outros softwares livres, tendo como base o MapServer, que visa “disponibilizar dados geográficos e ferramentas para navegação, geração de análises, compartilhamento e criação de mapas sob demanda”, como consta no portal.

Dentre as principais características, posso citar o suporte a temas através do WMS, integração ao GoogleMaps, GoogleEarth, Wikipedia, Flickr e Panoramio.

Algo que é importante salientar, é que o i3Geo NÃO é um banco de dados de imagens. Sua função é DISPONIBILIZAR os dados que você já tenha, desde que bem organizados, para o usuário final. Portanto, sua base cartográfica deve ser de boa qualidade e bem organizada.

Para uma fácil customização, é possível alterar o layout apenas por alguns arquivos php e css.

Você pode acessar o i3Geo instalado no MMA em http://mapas.mma.gov.br/i3geo.

3 – Ginga – Introdução à TV Digital: apresentação

O Ginga é o middleware feito totalmente no Brasil com a linguagem NCL, sendo LUA sua linguagem base de script. É ele que permitirá desenvolver as aplicações interativas para o Sistema Brasileiro de TV Digital. Seu desenvolvimento é liderado pela PUC-Rio e pela Universidade Federal da Paraíba.

Foram citados os principais problemas na transmissão analógica, como alternância de canais, fantasma e outros e como a TV digital vai eliminar totalmente esses problemas.

As possibilidades para aplicação da TV digital são enormes, indo desde e-commerce pela TV até a sua utilização como ferramenta EaD. Se você tem interesse no assunto, sugiro se cadastrar na comunidade Ginga, no Portal do Software Público.

4 – SGA Livre – Sistema de Atendimento Dataprev: apresentação
Atendendo uma demanda da própria Dataprev, esta começou a desenvolver o SGA Livre para ser sua solução de gerenciamento de filas e atendimento a partir do software Phila, especializado nas características do INSS. Anteriormente era utilizado o Q-Matic, mas este demonstrou ser caro e sem oferecer a possibilidade de customização por ser proprietário.

Customização é um dos pontos fortes do SGA-Livre. Escrito em Java (painel de atendimento), PHP e PostgreSQL, ele permite atender todos os tamanhos de instituições, localizadas num mesmo ambiente ou geograficamente descentralizadas. Tudo é feito de forma centralizada, onde o gestor tem o controle preciso de informações como tempo de espera, tamanho da fila, entre outras informaçãoes. Na verdade, como consta na página da comunidade, “o SGA é mais do que um sistema de controle de filas. Ao gerenciar o fluxo de atendimento, o sistema apresenta uma série de recursos que auxiliam na gerência e administração das unidades de atendimento”.

Um ponto forte do sistema que realmente impressionou a todos é sua instalação. Bastaram alguns cliques e o sistema já estava pronto. Tudo no melhor estilo NNF (next, next, finish).

Sugiro a adoção do SGA-Livre para qualquer órgão que necessite centralizar os dados de atendimento e gerar relatórios e outras informações gerenciais que possibilitem obter estatísticas para que então os gestores possam otimizar e agilizar o atendimento.

Em breve vou postar sobre o 3º dia. Até mais!

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1º Encontro do SPB – 1º dia

De 27 a 30 do mês passado estive em Brasília participando do 1º Encontro do Software Público Brasileiro. Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer ao Guto Carvalho, que proporcionou que eu ficasse hospedado em sua casa e de quebra me ensinou a andar de “zebrinha”. Agradeço também ao Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, Sr. Francisco Tarquínio Daltro que viabilizou as passagens aéreas e também ao Coordenador Regional do campus de Sinop da UNEMAT, o professor Rodrigo Bruno Zanin, que concedeu as passagens para o trecho Sinop – Cuiabá. Sem a compreensão e o esforço dessas pessoas certamente não seria possível a participação nesse evento tão importante.

Vou tentar elencar aqui em ordem cronológica, as palestras e oficinas das quais participei e minhas impressões e opiniões sobre elas. Na verdade, depois que fiz minha inscrição, houve uma alteração na grade do evento, sendo que nos dias 27 e 28 aconteceu o Encontro Nacional de Tecnologia da Informação para os Municípios.

Para que o post não fique muito longo e cansativo de ler, vou dividir em quatro partes, uma para cada dia do evento.
Primeiro dia, 27 – terça-feira

1 – Prefeitura Livre: Apresentação

O Prefeitura Livre consiste em uma série de softwares que unem, dentro de uma prefeitura, as TICs e o geoprocessamento. Foi inicialmente desenvolvido pela empresa OpenGEO com financiamento da FAPERJ e da FINEP. As tecnologias utilizadas são livres, sendo que para a área de geoprocessamento foram adotados os padrões OpenGIS e para os demais sistemas foram utilizadas ferramentas livres como PHP, CakePHP, PostgreSQL e PostGIS como pode ser verificado na página sobre a visão geral do sistema. É muito importante salientar que todos os subsistemas estão em conformidade com o e-PING, que é o Padrão de Interoperabilidade de Governo Eletrônico.

Até bem pouco tempo atrás, TIC e geoprocessamento eram vistos de forma separada e independente e normalmente a área de geoprocessamento era vista como algo muito exclusivo, onde somente as pessoas daquele setor podiam ter acesso. Por definição, “o geoprocessamento é um conjunto de ações que possibilita a inclusão de inteligência geográfica aos processos de uma instituição”. Ou seja, geoprocessamento é muito mais que uma forma de visualizar mapas. Mas o geoprocessamento se torna muito mais útil e mais acessível quando torna-se possível combinar dados provenientes de Cadastros Técnicos Multifinalitários (CTM) em camadas bem definidas no mapa. Como uma imagem vale mais que mil palavras, olhem o que a Prefeitura de Dourados oferece no portal Geodourados. Os demais serviços estão disponíveis internamente para os funcionários da prefeitura aqui.

Tá, mas o que isso muda caso seja implantado na sua cidade? Muita coisa, mas principalmente a facilidade de tomada de decisões, através da visualização de dados que antes eram listas e planilhas, agora de forma georreferenciada. Quanto custa? Depende de muita coisa, mas pricipalemente se seu município já possui um CTM e uma base cartográfica decente, preferencialmente numa proporção de 1:5000.

A grande vantagem é que se comparado com soluções proprietárias, é você que tem o controle de tudo e sem custo de licenças, pois a solução está licenciada sob GPL.

2 – Caso de Sucesso: Joinvile, Fortaleza e Dourados

Se alguma prefeitura tiver interesse em implantar um sistema de CTM georreferenciado, sugiro trocar umas ideias com o pessoal de Dourados. O Carlos deu um panorama de todo o processo, desde o início até a disponibilização dos serviços, que consumiu cerca de 11 meses.

  • O primeiro passo é contratar uma consultoria, caso não exista na sua equipe pessoas capacitadas em CTM e geoprocessamento. A empresa contratada por eles foi a OpenGEO.
  • Um passo muito importante que normalmente é ignorado nos órgãos públicos, é a definição de um Plano Diretor, tanto para TIC quanto para geoprocessamento. Carlos enfatizou dar foco nisso, sobretudo no início, para que assim os trabalhos possam ser norteados e também para que todo o trabalho não se perca na troca de gestão, pois será tratado como Plano Diretor.
  • Levantamento de demandas. Isso deve ser feito junto às Secretarias do município, fazendo entrevistas e coletando as informações de cada um envolvido nos processos. Dependendo do tamanho do município, podem ser necessárias semanas de trabalho, mas valerá a pena.
  • Um ponto muito importante é a capacitação dos envolvidos no processo com o básico de GIS. Dessa forma eles terão o conhecimento necessário não somente para fazer os procedimentos, mas para compreendê-los.
  • Construir o Cadastro Único do Munícipe, que será georreferenciado e alimentará os demais sistemas do Prefeitura Livre de forma integrada.,
  • Depois foi contratada uma equipe de consultoria em desenvolvimento de sistemas. Só é necesário caso você não tenha uma ou quiser desenvolver mais módulos além dos já disponibilizados pelo Prefeitura Livre.

A Prefeitura de Dourados demorou 11 meses para efetuar todo o procedimento. Hoje o sistema conta com os dados georreferenciados de cerca de 200 mil munícipes e 60 mil lotes.

Como citei anteriormente, ter um Plano Diretor de TIC e de Geoprocessamento ajuda muito no processo. Se você não tiver a menor ideia de como fazer isso, sugiro a leitura do Plano Diretor de Tecnologia da Informação e do Plano Diretor de Geoprocessamento da Prefeitura de Fortaleza.

O atual Assessor de TI de Fortaleza, Cristiano Therrien enfatizou que sem um Plano Diretor, ficamos suscetíveis às ofertas constantes de fornecedores de soluções fechadas, que pretendem fazer o chamado “aprisionamento tecnológico”. No Plano Diretor é possível explicitar que os editais de contratação de produtos e serviços estejam em consonância com o e-PING por exemplo, priorizando dessa forma a adoção de soluções em código aberto.

Bem, infelizmente o representante de Joinvile não compareceu…

3-Prefeitura Livre – Encontro da Comunidade

Basicamente o que mais foi discutido foi a a utilização da Wiki do projeto como um repositório de ideias.  Estas serão tratadas como requisitos, indo para uma fila de prioridades. Houve certa confusão entre os presentes, pois alguns queriam uma integração entre o Prefeitura Livre e o recém-lançado e-Cidade. Particularmente eu defendo que cada solução seja independente, cabendo ao usuário escolher a que mais se adapta às suas necessidades. Mas também considero que plugins de importação e importação seriam bem vindos nas duas soluções, ou nas que possivelmente surgirão.

Na oportunidade foi lançado o módulo Educacional que em breve deverá estar disponível para download.

O Prefeitura Livre é sem dúvida uma ferramenta excepcional. Agora ela tem um concorrente, o e-Cidade, da empresa DBSeller, mas eu não participei de nenhuma palestra a seu respeito.

No próximo post vou falar sobre

  • InVesalius, um software para visualisação 3D de imagens médicas;
  • i3Geo, uma solução de geoprocessamento do MMA;
  • Uma breve ideia do Ginga, o middleware da TV Digital brasileira e do
  • SGA-Livre, um sistema de gestão de filas desenvolvido pela Dataprev.

Até a próxima!

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1º Encontro do SPB – Minhas expectativas

encontro-spbA adoção do Software Livre no governo brasileiro sempre foi forte e crescente e o país tem se destacado no cenário mundial quando se trata de soluções livres. Entretanto, faltava uma iniciativa que consolidasse e desse suporte para todas as soluções em um único espaço. O trabalho sério e competente da equipe da Dataprev com o CACIC, mostrou que seria totalmente possível e viável organizar e disponibilizar um portal, com as principais soluções de gestão em código aberto. Em 2007, durante o 8º FISL foi lançado o Portal do Software Público Brasileiro, que hoje possui dezenas de comunidade e soluções cadastradas e seus códigos fontes estão disponíveis para qualquer cidadão.

A partir de amanhã, até o dia 30, ocorrerá aqui em Brasília o 1º Encontro do Software Público Brasileiro. Haverão várias palestras, apresentações e oficinas práticas. Particularmente, os temas que mais me interessam são as soluções de gestão de prefeituras, como o Prefeitura Livre e o e-Cidades, a solução de georreferenciamento i3GEO, a solução para ambientes educacionais i-Educar e outras mais técnicas, como Webintegrator e Ginga.

Bem, por enquanto é isso aí. Vamos aproveitar ao máximo os conhecimentos que serão passados!

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Resolução em notebooks widescreen

Hoje instalei o Linux Mint em um notebook de uma amiga, mas a proporção da tela só ficava em 4:3. Tentei alterar sem sucesso o xorg.conf inserindo as entradas manualmente. A solução encontrada foi a seguinte. Editei o xorg.conf

# vim /etc/X11/xorg.conf

Insiri as seguintes linhas dentro da seção “Screen”

Subsection "Display"
Depth 24
Virtual 1280 800
EndSubsection

Depois foi só reiniciar o servidor X e configurar a resolução em Menu>Preferências>Vídeo.
resolucao_notebook

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“Consertando” o Cinelerra

cinelerra_o_professor

Nem de longe eu domino o Cinelerra, atualmente o melhor editor open source não-linear de vídeo disponível. Estava tentando editar um pequeno vídeo esse fim de semana e em uma das operações, o vídeo apresentado na janela “Visor”  ficou com um nível absurdo de zoom, impossibilitando o trabalho. Procurei por alguma configuração que restaurasse os padrões mas não obtive sucesso. Decidi então reinstalar o Cinelerra, tomando o cuidado de procurar e eliminar arquivos de configuração que pudessem estar causando o problema. Mas isso também não resolveu… :-( Comecei a procurar na internet mas nada também – aparentemente ninguém havia passado por isso, ou se passou não postou. Resolvi dar um

$ cinelerra -h

e o resultado foi esse

Cinelerra 2.1CV (C) 2006 Heroine Virtual Ltd.
Compiled on ven ott  2 22:09:47 UTC 2009
 
Cinelerra is free software, covered by the GNU General Public License,
and you are welcome to change it and/or distribute copies of it under
certain conditions. There is absolutely no warranty for Cinelerra.
 
Usage:
cinelerra [-f] [-c configuration] [-d port] [-n nice] [-r batch file] [filenames]
 
-d = Run in the background as renderfarm client.  The port (400) is optional.
-f = Run in the foreground as renderfarm client.  Substitute for -d.
-n = Nice value if running as renderfarm client. (20)
-c = Configuration file to use instead of ~/.bcast/Cinelerra_rc.
-r = batch render the contents of the batch file (~/.bcast/batchrender.rc) with no GUI.  batch file is optional.
filenames = files to load

Foi aí que notei que as configurações do Cinelerra ficam num diretório oculto, chamado .bcast.

Bastou remover o diretório e reinstalar o Cinelerra que tudo voltou ao normal. Talvez essa não seja a única nem a melhor solução, mas serviu pra mim.

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