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Adobe abandona Flash para Linux

Tradução livre de http://www.omgubuntu.co.uk/2012/02/adobe-adandons-flash-on-linux/

A Adobe não vai mais oferecer novas versões do Flash Player para Linux após a versão 11.2, anunciou hoje a companhia.
O Google, ao contrário, assumirá a execução do Flash Player através de um novo plugin de uma API chamada “Pepper”.A combinação significa que os usuários Linux usando o navegador do Google Chrome ainda serão capazes de se beneficiar dos novos recursos do Flash Player e suas melhorias. O Google espera começar a entregar a nova versão do Flash Player baseada no “Pepper”  para o  Google Chrome no final deste ano.Em sua curta declaração, a Adobe escreve

“Para as versões do Flash Player após a 11,2, o plugin do Flash Player  para os navegadores para Linux estará disponível apenas através da API ”Pepper” como parte da distribuição do navegador Google Chrome e deixará de estar disponível como um download direto da Adobe.”

A Adobe não está abandonando completamente o barco. As atualizações de segurança para Flash Player 11,2 continuarão a ser fornecidas por cinco anos após seu lançamento.
Apimentado com ressalvas

Ainda que pareça tudo muito bem ao promover a API ”Pepper”, há uma ressalva evidente: o único navegador a usá-lo (no momento) é o Google Chrome.

Mozilla, a empresa por trás do Firefox, planeja adicionar a tecnologia para seu próprio navegador, e é improvável obter favores de outros browsers menores que não possuem os recursos de desenvolvimento para integrar o recurso.

Apesar do fato de que o “Pepper” será entregue em builds do Google Chrome para Windows e OS X a Adobe vai continuar a distribuir versões novas e melhoradas do Flash Player para essas duas plataformas na forma tradicional.

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Remastersys no LMDE

Tenho utilizado o Linux Mint Debian Edition (LMDE) há um bom tempo e estou satifeitíssimo com a estabilidade, desempenho e usabilidade. Tanto que estamos adotando-o como distro padrão no meu trabalho também. O fato dele ser um “rolling distro” baseada no Debian Testing foi o que mais pesou na decisão, afinal basta agora instalar uma única vez e ir atualizando.

Pois bem, peguei um computador para instalar todos os pacotes que vamos utilizar, baixar e instalar as atualizações e fazer as customizações necessárias. Depois seria só instalar o Remastersys e gerar uma nova imagem ISO, com tudo já atualizado e instalar nos demais computadores.

O que eu não sabia é que os repositórios para Debian do Remastersys são para Lenny ou Squeeze. Não existe repositório para Wheezy… Ao adicionar qualquer um desses dois e tentar instalar o Remastersys, ocorrem uma série de erros relativos aos pacotes live-config, live-boot, live-config-sysvinit e live-boot-initramfs-tools.

Depois muito garimpar na net atrás de resoluções para esse problema, encontrei esta thread falando sobre o assunto e informando os procedimentos.  O segredo é adicionar o repositório Stable, instalar e congelar esses quatro pacotes nessa versão antes de instalar o Remastersys.

O procedimento tanto pode ser feito no terminal quanto no Synaptic. Por questões de pressa, escolhi a segunda opção.

Abra o Synaptic, vá em [Configuração] > [Repositórios]. Clique na segunda aba [Other Software] e depois no botão [Adicionar].

01

Na pequena janela que surgir, insira a linha abaixo e clique em [Adicionar fonte].

deb http://ftp.br.debian.org/debian squeeze main contrib non-free

Adicione também o repositório para Debian Squeeze do Remastersys e em seguida feche a janela.

deb http://www.geekconnection.org/remastersys/repository squeeze/

02

Use a ferramenta de busca do Synaptic e procure, um por vez, pelos pacotes citados anteriormente. Para cada um que encontrar, efetue o seguinte procedimento:

Selecione o pacote no painel esquerdo do Synaptic, vá em [Pacote] > [Forçar versão] e na janela que aparecer, selecione a versão Stable.

03

Depois de instalá-los, faça a mesma busca novamente e congele-os nessa versão. Para isso basta selecionar o pacote, ir em [Pacote] > [Trancar versão]. Faça isso para cada um dos quatro pacotes.

Agora sim, podemos instalar o Remastersys normalmente pelo Synaptic ou pelo aptitude / apt-get.

 

 

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O Software é Livre, o trabalho não…

Você é médico? Alguém já te parou na rua, no supermercado, no corredor do seu trampo, dizendo assim…

- Sabe, to com uma dorzinha aqui. Começou do nada, aí veio pelo pescoço, se alastrou pelos ombros… Será que você podia dar uma olhadinha?

E você, caro advogado… Com certeza já te abordaram né?

- Olha, o lance é que o cara prometeu que ia pagar, mas não assinou nada. Mas eu to no direito né? Você poderia fazer um favorzinho?

E você, caro mecânico. Sai do cinema com a família e aquele camarada te aborda, gentilmente…

- Puts cara! Não tá pegando nem a pau! Velho, você sabe que só você mexe no meu carro né. Tem como dar uma mexidinha aí?

O legal é que tudo no diminutivo. Olhadinha, favorzinho, mexidinha…

Gente, na boa… o cara estudou, pagou caro (ou não, e isso não interessa) e essa é a sua profissão. Acredite, ele também tenta levar uma vida normal, sem ter que ficar pensando ou sendo forçado a pensar nas coisas do seu ofício quando não está na execução do mesmo.

Eu sou um profissional de TIC. Não é tic nervoso, ok? É Tecnologia da Informação e Comunicação. Chique? Não, é uma necessidade, é o que sei fazer e é o que gosto de fazer.

Mas saber fazer e gostar de fazer NÃO significa que eu faço de graça. Muito menos na rua, no mercado, na sala de espera do dentista e por aí vai…

Abandonei o curso de matemática na Unemat em 2004 (gratuito) para cursar Redes de Computadores (pago) na Unic. No meu caso, paguei caro SIM. Além disso soma-se as certificações, os cursos, congressos. Todos sabem que eu prego o livre conhecimento, mas por favor, não confundam LIVRE com GRATUITO.

Quando me refiro a livre, faço menção à liberdade, ao conhecimento aberto. Assistir o é gratuito, mas você considera isso conhecimento?

Além dos cursos que fiz, de onde vem meu conhecimento? De muita pesquisa e leitura! A Tecnologia da Informação é dinâmica, tanto que seu ciclo de defasagem é de cerca de 18 meses. Tem que ler muito mesmo…

- Ah Rui, mas você usa Software Livre e eu sei que você não paga por ele. Pago sim! Energia elétrica + Link de Internet + Provedor + Valor do meu notebook + CD-R + paciência para entender como tudo isso funciona.

Não tá afim de pagar? Entra no Google e se vira então… E agradeça por existir o Google! Quando comecei, não haviam mecanismos de indexação. A Intenet era o caos. Usávamos (com muito orgulho!) o navegador Netscape. Timidamente o Yahoo surgiu, depois Lycos, Altavista… A informação existia, mas procurá-la, organizá-la e digeri-la era terrível!

Para os saudosistas, olhem como eram algumas páginas no passado…

  • Yahoo em outubro de 1996
  • Lycos em outubro de 1996
  • Altavista em outubro de 1996
  • Google em novembro de 1998 – era um protótipo

Há um bom tempo que parei de fornecer suporte para o sistema? das janelas. O motivo é simples: é impossível fazer um bom serviço e dar garantias sobre um produto nem um pouco confiável. Eu tenho certeza absoluta que cedo ou tarde vai dar pau e o cara vai por a culpa em mim. Então, além de parar de usar drogas, não ofereço pra mais ninguém.

Aí começaram a aparecer pessoas interessadas em experimentar o Linux.

- Rui, instala o Linux pra mim? Claro, custa “tanto”.

- Ah, mas eu só queria testar! Ok, baixe um LIVE CD, grave e experimente!

Instalar e configurar finamente um SISTEMA OPERACIONAL LINUX é uma arte. Recentemente minha esposa encontrou o professor Fiorelo e este lhe disse que desde que eu instalei Linux pra ele, não precisou mais chamar o técnico. Detalhe, o técnico era eu.

Perdi um cliente? Claro que não! Eu o fidelizei, tenho certeza disso. Sempre que necessitar, solicitará meus préstimos. Da mesma forma cito o caso do professor Neto, que tem enormes dificuldades visuais, e o Linux está instalado tanto em seu desktop como no notebook. Faz mais de 3 anos que ele só usa Linux e está satisfeitíssimo!

O problema em nossa sociedade é a cultura do descartável. Não só de produtos, mas infelizmente de serviços. Pra que qualidade se posso fazer meia boca pra que ele chame novamente? Não fui criado assim. Cresci vendo meus pais, tios e avós priorizando a qualidade, mesmo que a um preço elevado. Vale a pena.

Tá, mas então porque me envolvo em projeto baseados no voluntariado, sem ganhar nada pra isso? Ganho sim! Experiência, conhecimento, divulgação, networking…

Acontece que o modelo de negócio do Software Livre não é o produto, é o serviço. Ou pode até ser o produto + serviço. Exemplo? Red Hat. Mesmo essa empresa compreende que o modelo de desenvolvimento distribuído e colaborativo é infinitamente superior ao modelo fechado. Tanto que ela apoia o projeto Fedora.

Quer entender melhor isso? Você pode pegar uma garrafa vazia, sair procurando uma mina d’água, enchê-la e voltar pra casa. De graça! Ou você pode ir no supermercado ao lado da sua casa e comprar água mineral. Pegou né?

Vamos analisar um cenário futuro e consequente. No dia 09/04/2011 Sinop será uma das sedes do FLISOL2011 – Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre. Pessoas virão com seus notebooks, desktops e terão Software Livre instalados em seus computadores. De graça! Quanto vamos ganhar com isso? Muitas experiências, fortalecimento do networking, e troca de conhecimento.

Mas esse será um evento voltado à popularização do Software Livre. É o “empurrão” que você precisava para começar a usar, sem ter medo de detonar sua máquina. Afinal, haverá uma legião de nerds dispostos a te ajudar. Mas lembre-se, será naquele dia.

Se você quiser ou necessitar de suporte adicional após o evento, há duas opções:

  1. Cadastre-se nas listas e fóruns de discussões – é gratuito, geralmente tem gente disposta a ajudar e a atmosfera é agradável. Mas lembre-se, ninguém lá terá a obrigação de te responder, pois não estão recebendo nada para isso. Portanto, seja educado.
  2. Pague pelo suporte – há várias pessoas que usam e dominam Software Livre e estão disposto a te ajudar mediante pagamento. É um modelo de negócio justo e não muito diferente do praticado pelos usuário de software fechado. Ou você nunca chama “o cara da informática” e paga pra ele dar um geral no seu PC que pegou vírus?

Bem, pra finalizar quero dizer que eu sou uma dessas pessoas. Dos dois tipos. As vezes ajudo nas listas e fórums, as vezes cobro por um suporte personalizado.

Então, se você me parar e perguntar na rua ou durante o meu trabalho (o que é pior) como que faz pro seu vídeo funcionar redondo no Linux, provavelmente vou sugerir que procure no Google. Agora, se me perguntar se posso prestar um serviço e resolver o seu problemas, direi que SIM e combinaremos data, horário e valor. E como dizem, o combinado não é caro.

Em tempo: Sobre perguntas durante o trabalho, isso daria outro post, mas vamos resumir. Sou funcionário público estadual, o que significa que são os impostos de cada cidadão matogrossense que pagam meu salário. E isso inclui você. Mas isso não lhe dá o direito de me importunar durante minha jornada de trabalho, querendo que eu resolva o seu problema e de graça…

Antes que comecem a me bater, não sou antipático. Sou sucinto…

 

Abraços galera!!

 

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Use a cabeça para escrever com eViacam e Dasher

As vezes eu me apanho pensando sobre as bençãos que nos são concedidas, mas que nem sempre nos damos conta e por muitas vezes esquecemos de agradecer a Deus por elas. Ontem mesmo, durante o culto, o Presbítero Guido pregava sobre o quão maravilhoso é o fato de termos braços, pernas, de podermos ir e vir, da capacidade de nos locomover e realizar tarefas básicas, como escrever usando o computador, por exemplo.

Mas além de pensar sobre o que temos, já me peguei pensando sobre como seria minha vida se eu não tivesse, ou de repente deixasse de ter essas coisas. E se eu sofresse um acidente e então não tivesse mais uma mão? Ou as duas mãos, os braços, as pernas… Certamente me sentiria muito incomodado, muito mais por, inevitavelmente causar incômodo a outras pessoas.

Fiquei pensando como seria utilizar um computador nessas condições. Bem, se você quiser apenas escrever textos e controlar minimamente o computador, é possível usar o Dragon NaturallySpeak da empresa Nuance (antigo ViaVoice, da IBM) por apenas U$599,00. Só que tem alguns problemas… Funciona somente com Windows, não há versão para Linux nem para MacOS. O outro problema é: e se eu ficasse mudo também? Ok, parece que estou exagerando, mas é algo que pode acontecer. Imagine sua vida se você ficasse tetraplégico e mudo. Aí quero ver usar o computador com um sistema de comandos de voz…

Entram em cena dois projetos espetaculares, ambos Softwares Livres. O primeiro deles é o Enable Viacam, mais conhecido como eViacam. Este projeto é desenvolvido na Catalunha e tem o apoio do Consorcio Fernando de los Ríos, da Secretaria de Telecomunicacions i societat de la informació e da Associació Provincial de Paràlisi Cerebral de Tarragona. (mais…)

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Botões do lado direito (não necessariamente o correto) no Ubuntu 10.04

Uma das grandes novidades do do novo Ubuntu 10.04 é a localização dos botões de controle de janelas ao lado esquerdo, ao invés do tradicional minimizar, restaurar e maximizar na direita. Os motivos da Canonical ainda não são bem claros, mas cogita-se a possibilidade de usar o lado direto para inserir novas funcionalidades, como workflow por exemplo. O fato é que nem todo mundo gostou e prefereria manter os botões lá do lado direito mesmo.

Navegando na lista de discussão Ubuntu-BR achei uma dica do Paulo Correia, publicada no Guia do PC, que resolve isso de modo muito simples. Abra um terminal como usuário comum mesmo, copie e cole o seguinte conteúdo e dê um enter.

gconftool-2 --set "/apps/metacity/general/button_layout" --type string ":minimize,maximize,close"

Automagicamente os botões já devem aparecer no lado direito.

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Um Kiosk Web para consultas

Já faz um bom tempo que adotamos a solução Gnuteca para gerenciamento da biblioteca da Unemat, um ótimo trabalho do Amir. Temos quatro terminais de atendimento e precisávamos de um terminal para que os usuários pudessem realizar consultas ao acervo.
A solução encontrada foi uma instalação Debian apenas com o X, sem gerenciador de login, com login automático, Firefox com a extensão R-Kiosk e desligamento remoto usando ssh e expect.

Vamos ao trabalho!

Faça uma instalação do Debian apenas com o sistema básico.

Instale o servidor X:

# aptitude install xserver-xorg

Configurando o autologin:

# apt-get install mingetty
# vim /etc/inittab

Procure por uma sessão parecida com esta:

1:12345:respawn:/sbin/getty 38400 tty1
2:2345:respawn:/sbin/getty 38400 tty2
3:2345:respawn:/sbin/getty 38400 tty3
4:2345:respawn:/sbin/getty 38400 tty4
5:2345:respawn:/sbin/getty 38400 tty5
6:2345:respawn:/sbin/getty 38400 tty6

Altere a linha

2:2345:respawn:/sbin/getty 38400 tty2

para

2:2345:respawn:/sbin/mingetty --autologin seu_usuario tty2

Aplique as atualizações no inittab

# init q

Edite o arquivo .bash_profile e insira o seguinte conteúdo:

# vim .bash_profile
if [ -z "$DISPLAY" ] && [ $(tty) == /dev/tty2 ]; then
startx
fi
#iceweasel -safe-mode
iceweasel

Reinicie o micro. Se tudo estiver certo ele logará automaticamente e carregará o Firefox

Configure a página inicial do Firefox para atender as suas necessidades.

Instale a extensão R-kiosk e habilite-a.

Feche o X (CTRL+ALT+BKSP)

Inicie o X

$ starx

O Firefox deverá ser carregado em modo Kiosk agora, sem menus e em tela cheia.

Se precisar editar as preferências do Firefox, faça o seguinte:

Edite novamente o .bash_profile, descomente a linha que faz o Firefox entrar no modo de segurança. Desse modo a extensão R-Kiosk não será carregada, permitindo alterações.

iceweasel -safe-mode
#iceweasel

Desligando o micro remotamente

Nos dois micros instale o ssh

# aptitude install ssh

No seu /home/usuario do terminal de consulta crie um arquivo chamado “desligar.sh”.

# vim desligar.sh

e insira o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash
killall firefox-bin
halt -P

No micro que será usado para desligar o terminal, instale o Expect

# aptitude install expect

e crie um arquivo chamado “desliga_terminal”.

# vim desliga_terminal"

Insira o conteúdo a seguir no arquivo:

#!/usr/bin/expect
set timeout 30
spawn ssh root@ip_do_terminal 'desligar.sh'
set password "senha_de_root_do_terminal"
expect "password:"
send "$password\r"
expect "root@consulta:~$"
send "exit"
expect eof

Do micro que será usado para desligar, execute

$ expect 'desliga_terminal'

Aceite o aviso do ssh

Se estiver OK o terminal será desligado.

Para facilitar a vida dos usuários crie um lançador na área de trabalho

Referências:

Autologin no Linux sem o uso do KDM

R-Kiosk

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